A presidenta Dilma Rousseff determinou nesta segunda-feira (9), durante reunião com seis ministros e o secretário Nacional de Defesa Civil, que as ações dos centros de monitoramento de operação (postos avançados de integração das defesas civis municipais, estaduais e federal) nos estados sejam reforçadas a partir da criação da Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência. Dessa forma, o governo pretende articular de forma mais eficiente os diversos órgãos do governo federal, visando a efetivar medidas de prevenção e enfrentamento aos desastres naturais. Entre as ações previstas está o envio, em caráter emergencial, de 35 geólogos e 15 hidrólogos a Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, estados que têm enfrentado dificuldades.
De acordo com o governo, as próximas 48 horas serão de grande risco para esses estados. "Nossa previsão é que, a partir de quarta ou quinta-feira, o tempo deve melhorar, mas os centros [de monitoramento de operação] permanecerão funcionando até o final de março", disse o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Os ministros informaram que a presidenta solicitou que sejam tomadas as providências necessárias para que as populações das cidades em situação de emergência e de calamidade possam receber os benefícios de prestação continuada, e que o pagamento do Bolsa Família seja antecipado para as populações diretamente atingidas pelas chuvas. O governo já estuda também a liberação do Fundo de Garantida do Tempo de Serviço (FGTS) para a reconstrução de moradias destruídas pelas enchentes.


