Na véspera do feriado do Dia do Trabalho e último dia útil de abril, o dólar comercial subiu 1,05% e atingiu um novo patamar: R$ 1,90, a maior cotação desde 21 de julho de 2009, quando fechou a R$ 1,908. A moeda americana encerrou a sessão negociada a R$ 1,9070 na venda e R$ 1,9050 na compra. Na mínima do dia, o dólar bateu em R$ 1,8860 e na máxima chegou a R$ 1,9110. No mês, a divisa americana se valorizou 4,42% e no ano sobe 2,06%. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a maior parte do dia em queda, mas no fim do pregão inverteu a tendência e fechou em alta de 0,21% aos 61.820 pontos, com volume negociado de R$ 4,8 bilhões, abaixo da média diária por causa do feriado. No mês, o Ibovespa caiu 4%, o pior desempenho desde setembro do ano passado. Na Europa, as Bolsas fecharam em queda pressionadas pela recessão anunciada na Espanha e dados mais fracos do consumo dos americanos. Nos EUA, os pregões também caíram.
A moeda americana subiu este mês, segundo analistas, pressionada principalmente pelas compras feitas pelo Banco Central, que chegou a fazer até dois leilões por dia. Nesta segunda, o cenário externo ajudou a impulsionar a divisa, sem a atuação do BC. O vencimento de contratos futuros para maio também pesou sobre a moeda.
Na Bovespa, a queda no preço de commodities no exterior, por temores de redução da demanda global, pesou sobre os principais papéis do Ibovespa. Os papéis PNA da Vale chegaram a caír 1,03% a R$ 41,07, mas se recuperam e fecharam com baixa de 0,12% a R$ 41,44. As ações ON da OGX Petróleo perderam 2,07% a R$ 13,25. Os papéis PN da Petrobras, no entanto subiram 1,72% a R$ 21,00. As ações PN do Bradesco se valorizaram 1,76% a R$ 30,61, enquanto os papéis PN do Itaú Unibanco ganharam 1,01% a R$ 30,00.


