Primeira mulher a assumir a Secretaria Estadual de Trabalho e Renda no Rio de Janeiro, a deputada estadual Claise Maria (PSD), cuja nomeação foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, já traçou ao menos uma meta para sua gestão: investir em cursos profissionalizantes, além de apoiar as ações da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). “Temos que aproveitar os investimentos que o estado vem recebendo para qualificar a mão de obra, sobretudo para ajudar os jovens. Nessa faixa etária eles enfrentam dificuldades na hora de conseguir o primeiro emprego", disse Claise, que em seu primeiro mandado como deputada se destacou à frente da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Alerj. A nova Secretária concedeu entrevista exclusiva ao Capital.
A senhora vê como um desafio assumir a Secretaria de Trabalho e Renda do Estado?
- Desde que o meu nome foi escolhido e levado ao Governador, eu já comecei a agradecer a Deus pelo privilégio de estar me proporcionando viver uma nova fase na minha vida. Trata-se de uma grande oportunidade para uma deputada em seu primeiro mandato e ao mesmo tempo um grande desafio, pois demonstra confiança e credibilidade por parte do meu partido e do Governador ao dar-me a responsabilidade de ser gestora de uma pasta tão importante e fundamental para o crescimento de nosso Estado, interferindo diretamente na qualidade de vida da população. Eu tenho plena consciência dos desafios que me aguardam. Serei a primeira mulher a enfrentar essa grande responsabilidade, fato que gera expectativa, quebra paradigmas e estimula outras mulheres a lutarem pelo seu espaço na sociedade com dignidade e competência.
Sua experiência como ex-Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos em Duque de Caxias e sua atuação em várias Comissões na Assembleia Legislativa vai ser útil diante do novo cargo?
- Certamente a experiência acumulada vai contribuir nessa nova gestão. As Políticas Públicas adotadas pelo Governador Sérgio Cabral e pelo vice-governador Pezão, ratificam a responsabilidade social que esse governo tem com a população do Estado do Rio de Janeiro. Entro neste contexto para somar, pois o meu trabalho sempre foi comprometido com a busca permanente por dignidade, cidadania e melhor qualidade de vida para a população, fatores que perpassam pela inserção no mercado de trabalho.
A senhora já definiu as primeiras ações a serem tomadas?
- O fortalecimento do CETERJ (Conselho Estadual de Trabalho Emprego e Geração de Renda) é uma das primeiras providências já adotadas. Valorizo a atuação dos conselhos e esse, particularmente, tem o seu grande valor nesse contexto social, pois além de propositivo e fiscalizador, delibera as questões relacionadas ao piso dos trabalhadores. Destaco ainda como primordiais a qualificação profissional, a inserção do jovem ao mercado de trabalho, a oferta de microcréditos para os trabalhadores informais se enquadrarem na formalidade e, a que mais me emociona e me motiva, como mulher, mãe e cidadã, é a possibilidade, de resgate da cidadania e dignidade de muitas mulheres que não têm acesso ao mercado de trabalho por falta de oportunidade, qualificação e por não terem onde deixar seus filhos pequenos para assumir o seu papel na sociedade.
Duque de Caxias no momento não conta com o balcão do Sine (Sistema Nacional de Emprego), que foi fechado por falta de condições de funcionar nas dependências do Mergulhão. A senhora pretende reativá-lo em outro local? Em caso positivo, quando isso acontecerá?
- Atualmente o Centro Público de Emprego Trabalho e Renda CPETR (mantidos pelo SINE) de Duque de Caxias está funcionando, provisoriamente, nas dependências da FAETEC em Imbariê. A intenção é reativá-lo, mas precisamos analisar se esse local é o mais adequado para a localização do CPETR.
A senhora estuda definir alguma política pública específica para estimular empregos e renda nas cidades da Baixada Fluminense?
- A oferta de qualificação profissional será fundamental para o acesso às vagas oferecidas pelas empresas que, em sua maioria, não são preenchidas por falta de qualificação. Identificar as demandas de mão de obra junto às empresas, indústrias, comércio, etc. possibilitará o direcionamento de políticas públicas de formação profissional para preenchimento dessas vagas. Apoiar o pequeno empreendedor com a oferta de microcréditos também será estimulada para garantir a legalização e o crescimento de pequenos negócios.
Em caso positivo, a senhora envolverá outros setores do Estado para isso?
- Não conseguiremos avançar se não tivermos parcerias. O Sistema S será fundamental para a política de qualificação e formação profissional, as secretarias afins essenciais para que realizemos ações intersetoriais que atendam plenamente ao cidadão que busca a sua dignidade através do acesso ao mercado de trabalho e a sua inserção social.


