O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu uma investigação para descobrir se o artista plástico Fernando da Silva Candido morreu por ter inalado gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar em um protesto na capital fluminense. O artista morreu na última quinta-feira, dia 1º de agosto, no Hospital Israelita Albert Sabin, na Barra da Tijuca, após complicações respiratórias.
A Coordenadoria de Direitos Humanos do MP-RJ pediu a abertura de um inquérito à Central de Inquéritos e à Auditora Militar. O coordenador do órgão, procurador Márcio Mothé, decidiu instaurar o procedimento depois que um vídeo foi divulgado na internet - nele, Candido afirma que inalou gás lançado pela PM durante um protesto perto da casa do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O MP requisitou o prontuário médico do artista plástico ao hospital. O procurador Márcio Mothé também deve se reunir com os promotores Márcio Nobre e Paulo Roberto Melo Cunha para discutir as próximas providências que serão tomadas pelo MP.


