O Governo do Estado e a empresa de biotecnologia Bionovis assinaram, nesta quarta-feira (2/7), um acordo para a construção de uma unidade da empresa no Rio. A Bionovis será implantada em um terreno situado no Campus Fiocruz da Mata Atlântica, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Ao todo, a empresa vai investir R$ 550 milhões e gerar 150 empregos diretos em até três anos. O financiamento será feito por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O Estado concedeu incentivos tributários para que a Bionovis se instalasse no Rio. “Essa parceria será um ganho extraordinário para os setores de Ciência e Tecnologia, Inteligência e Saúde. O Rio de Janeiro está pronto para os investidores e vive um bom momento na economia e na área de negócios", afirmou o governador Luiz Fernando Pezão.
A Bionovis é uma joint venture formada entre Aché, SEM, Hypermarcas e União Química. Criada em 2012, com o apoio do governo federal, a empresa estará voltada à produção de biossimilares no país, usados no tratamento de doenças complexas. A nova unidade contará com um laboratório de pesquisa e desenvolvimento, uma unidade industrial e um centro de distribuição. O Estado do Rio é o terceiro principal centro de produção de biotecnológicos do país e receberá, até 2016, diversos investimentos públicos e privados em laboratórios de pesquisa e fábricas do segmento, entre eles duas unidades da Fiocruz, uma de vacinas e outra de protótipos.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, a instalação da empresa de biotecnologia vai gerar emprego e renda. “O setor de biotecnologia é muito atraente. A Bionovis é o primeiro projeto de genéricos biossimilares. Isso mostra a atratividade do Rio e, mais ainda, isso diversifica a economia da cidade", disse o secretário. Para o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a parceria vai proporcionar desenvolvimento e inovação no Rio de Janeiro. “O desafio do país é ter capacidade de inovar e produzir na área de biofármacos. Essa parceria vai trazer desenvolvimento, inovação e fornecedores", explicou.


