O Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou a morte do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, na manhã desta quarta-feira (13), em um acidente aéreo em São Paulo. As primeiras informações dão conta que 7 passageiros estavam no jato modelo Cessna 560 XL prefixo PR AFA, que decolou do Rio às 9h21, onde foi entrevistado ao vivo no “Jornal Nacional, da TV Globo.
A aeronave voou em direção ao Guarujá e arremeteu por causa do mau tempo, chocando-se com um helicóptero no bairro Boqueirão, em Santos. Logo após as primeiras informações sobre a morte do presidenciável, a notícia ganhou ampla repercussão internacional.
O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião caiu às 10h. Além de Campos e os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, estavam no avião os assessores Carlos Augusto Leal Filho (Percol) e Pedro Valadares, o fotógrafo Alexandre da Silva e o cinegrafista Marcelo Lira. A vice da chapa de Campos, Marina Silva, não estava a bordo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, há pelo menos dez feridos no local da queda. A aeronave pertencia à empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto, que atua no setor de açúcar e álcool, e já havia sido usada pelo candidato no mês passado, numa viagem ao interior de São Paulo.
A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Candidatos à Presidência cancelam agendas
A morte de Eduardo Campos chocou o meio político. A presidenta Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, cancelou a agenda de campanha por três dias. Ela recebeu a notícia no Palácio do Alvorada, onde passou a manhã. Em viagem, o candidato do PSDB, Aécio Neves, também suspendeu todos os compromissos da campanha eleitoral. Aécio que também deve ir a Santos soube da morte de Campos assim que desembarcou em Natal, onde cumpriria agenda hoje.
O candidato do PV à Presidência da República, Eduardo Jorge, divulgou nota destacando sua tristeza com a notícia. “A campanha presidencial do PV está suspensa para os próximos dias. Esta perda é muito triste para o país. Eduardo Campos era uma liderança muito jovem e muito importante para o Brasil", destacou. Pelo Twitter, a presidenciável do PSOL, Luciana Genro, disse que a confirmação da morte de Eduardo Campos é uma tragédia terrível. "Minha solidariedade à família e aos amigos. Esta eleição se transformou em luto!"
Candidato estava em terceiro lugar nas pesquisas
Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, era economista e estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Neto do ex-governador Miguel Arraes, fundador do PSB, que também morreu no di 13 de agosto, em 2005, com infecção generalizada, é filho da deputada Ana Arraes e do escritor Maximiano Campos. Natural do Recife, formou-se em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. Foi na universidade que ele deu início na sua militância política, nomeado em 1985 presidente do Diretório Acadêmico em 1985. Eduardo Campos era casado com a economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado Renata Campos, com quem tem cinco filhos: Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique, José Henrique e Miguel de Andrade Lima Campos.
Em 1986 já teve voz ativa na campanha de reeleição do seu avô ao governo de Pernambuco, no cargo de chefe de gabinete. O seu ingresso no Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi aconteceu em 1990, eleito como deputado estadual. Quatro anos depois chegou ao Congresso Nacional, com 133 mil votos dos eleitores. No ano seguinte assumiu o cargo de secretário de Governo e secretário da Fazenda, em 1996. A sua passagem pela Câmara Federal aconteceu pela primeira vez em 1998, como deputado mais votado de Pernambuco. Em 2002, Eduardo Campos já exercia o seu terceiro mandato na Câmara Federal.
Campos foi um dos importantes articuladores do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegando ao cargo de ministro da Ciência e Tecnologia. Em 2005, assumiu a presidência nacional do PSB e no ano seguinte pediu licença do cargo para concorrer ao governo do Estado, pela Frente Popular de Pernambuco.


