A candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, anunciou medidas que pretende implantar contra a impunidade em um eventual segundo mandato. Em entrevista a jornalistas, ela enumerou promessas como a criminalização do caixa 2 e a perda da posse de bens adquiridos de forma ilícita, como ações de combate à corrupção pois, segundo ela, as “pessoas ao se acharem impunes, têm mais incentivos a praticá-la".
O caixa 2 é um ilícito eleitoral, e atualmente não é considerado um crime. Trata-se da utilização de recursos materiais para campanhas de candidatos sem a devida declaração à Justiça Eleitoral na prestação de contas. Sobre a necessidade da perda da propriedade adquirida sem comprovação de procedência lícita, Dilma declarou que, hoje em dia, “as pessoas que adquirem os bens de forma ilícita podem ficar com eles, desde que paguem Imposto de Renda. Criam-se sempre algumas formas e subterfúgios para aliviar a situação".
- Esse combate [à corrupção] tem sido um compromisso do meu governo, mas eu não tenho dúvidas de que precisamos avançar. Então no meu segundo mandato, uma das coisas que quero de fato atacar é a impunidade - disse. Outra medida anunciada por Dilma, se reeleita, é a aprovação por lei de um novo crime que puna agentes públicos que apresentarem enriquecimento sem justificativa ou que não demonstrarem a origem de seus ganhos patrimoniais. Lendo as promessas, a candidata defendeu também a alteração da legislação para agilizar o julgamento de processos sobre desvio de recursos públicos.
Para que esses processos se tornem mais ágeis, ela apresentou a última proposta, de criar uma estrutura no Poder Judiciário nos tribunais superiores com o objetivo de conferir mais eficácia às investigações contra agentes que tenham foro privilegiado. Citando o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, Dilma avaliou que a meta é que essa estrutura “possa permitir que seja mais ágil do que sempre foi". (Agência Brasil)
Aécio promete valorizar agronegócio
e alternativa ao fator previdenciário
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, prometeu que, se for eleito, seu governo apoiará o agronegócio, com a adoção de uma política de estímulo ao homem do campo para que produza cada vez mais, e buscará alternativas ao fator previdenciário, de forma a retirar dos aposentados o ônus causado por esse instrumento, que é uma espécie de redutor das aposentadorias.
- Teremos uma política agrícola responsável, estruturada no tripé: crédito, segurança jurídica e seguro para estimular quem produz no campo - disse o candidato, que fez campanha em Uberaba, no Triângulo Mineiro. “Estaremos investindo cada vez mais em novas tecnologias, em inovação e abrindo novas fronteiras para aqueles que produzem no Brasil. O Brasil deve, e deve muito, ao esforço do homem do campo, pelo fato de o país ter hoje um mínimo de crescimento", acrescentou.
Sobre o fator previdenciário, Aécio informou que buscará alternativas para que o ônus desse instrumento de cálculo não recaia sobre os aposentados. “Vamos buscar, em um diálogo franco com as centrais sindicais, uma alternativa que permita a sobrevivência, obviamente, mas que tire o fator previdenciário ou o ônus do fator previdenciário das costas dos aposentados brasileiros". O candidato tucano reafirmou o compromisso de garantir a continuidade do reajuste do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda.
Em entrevista, Aécio disse que consta do seu programa de governo um amplo projeto de barragens que vão fortalecer o abastecimento humano e a agricultura familiar. “Vamos investir de forma planejada, aquilo que o atual governo não fez. E, mais do que isso, vamos resgatar a condição dos municípios avançarem também com novas receitas", destacou o senador mineiro, após participar de carreata e de caminhada na cidade, importante polo agrícola e de criação de gado zebu,disse. (Agência Brasil)


