Atraídas pela localização estratégica do Arco Metropolitano, que concentra regiões com baixa densidade demográfica, grandes espaços livres e facilidade logística no escoamento da produção, e por incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado, empresas como Bunge, Procter & Gamble (P&G), Piraquê, Rolls Royce e Coca-Cola estarão, em breve, ocupando áreas que permeiam o empreendimento. Os projetos reúnem, juntos, investimentos de cerca de R$ 2 bilhões e geração de mais de 5 mil empregos diretos. Ainda este ano, os municípios de Seropédica e Queimados vão ganhar, respectivamente, fábricas da P&G, multinacional de bens de consumo, e da Piraquê, indústria de biscoitos e massas. Com investimentos de R$ 350 milhões, o projeto da P&G vai beneficiar diretamente cerca de 600 trabalhadores. Já a fábrica da Piraquê recebeu investimento de R$ 100 milhões e deve gerar 500 empregos. A empresa foi beneficiada pela Lei 5.636, que reduz o ICMS de 19% para 2% em municípios incentivados.
Em fase de implantação em Duque de Caxias, a nova fábrica da Coca-Cola reúne investimentos de R$ 1 bilhão e previsão de empregar 2.280 trabalhadores. A empresa foi enquadrada no Decreto 39.784, que concede crédito presumido no valor de 6% do faturamento incremental. Gigante multinacional da área de agronegócios e alimentos, a Bunge pretende investir R$ 500 milhões em um novo moinho em Duque de Caxias, cujo projeto está em aprovação na Prefeitura do município. A unidade deve gerar cerca de 300 empregos diretos. Os investimentos concentrados nas regiões por onde passa o Arco Metropolitano não param. A expectativa é de que até 2017 nove municípios da Região Metropolitana do Rio - Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e São João de Meriti e Seropédica - recebam, ao todo, 58 empresas. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), esses projetos totalizam R$ 3,51 bilhões em investimentos, além de gerar 14 mil postos de trabalho.
- O Arco Metropolitano impulsiona fortemente a implantação de novos condomínios logísticos, que reúnem empresas de diversos setores, de transportadoras a centros de distribuição e indústrias. Trata-se de uma tendência hoje e para os próximos anos, que vai gerar polos de desenvolvimento regionais nas áreas do entorno. O Global Logistic Properties, por exemplo, contíguo ao distrito industrial da Codin em Xerém, prevê investimentos de R$ 900 milhões e criação de 4 mil empregos. Queimados também já conta com vários empreendimentos do gênero - afirmou a presidente da Codin, Conceição Ribeiro.
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico coordena um grupo que visa identificar áreas em potencial para a instalação de novos distritos industriais. Com o apoio das administrações municipais, a Codin já recebeu a indicação de áreas num total de 58 quilômetros quadrados ao longo do Arco. A avaliação técnica indicará que áreas poderão ser disponibilizadas para novos empreendimentos em curto, médio e longo prazos. Entre as oportunidades mais avançadas para novos distritos industriais está a área de 4 milhões de metros quadrados em Duque de Caxias, que será destinada à criação de um polo de navipeças. Caxias foi o município que apresentou maior volume de áreas potenciais para a criação de novos distritos industriais, um total de 26 milhões de metros quadrados.
- É evidente que o Arco Metropolitano traz vantagens logísticas espetaculares para o Rio. A obra contribui diretamente para a atração de investimentos importantes para o desenvolvimento da região, ao ligar porto, ferrovia e rodovia. O Arco Metropolitano é a nova fronteira de desenvolvimento do Brasil - disse o secretário Julio Bueno.


