O governo da presidenta Dilma Rousseff teve melhora na avaliação positiva, de acordo com a 130ª Pesquisa Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA), divulgada dia 24. Dos entrevistados, 11,4% analisaram positivamente o governo e 62,4% de forma negativa. Na pesquisa anterior, divulgada em outubro de 2015, o governo foi avaliado de forma positiva por 8,8% dos entrevistados, 70% haviam avaliado negativamente e 20,4% consideraram o governo regular. Na pesquisa divulgada agora, a avaliação do governo é considerada péssima por 44,7% dos entrevistados e ruim por 17,7%. Para 1,7%, o governo é considerado ótimo, enquanto 9,7% o consideram bom. O governo é regular para 25,2% dos entrevistados.
O desempenho pessoal da presidenta é aprovado por 21,8% dos entrevistados. Na edição anterior, esse percentual foi de 15,9%. A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles consideram que a presidenta Dilma está sabendo lidar com a crise econômica. Setenta e nove por cento responderam que ela não está sabendo lidar com a crise e 16,8% disseram que a presidenta está conduzindo bem a situação.
A pesquisa apontou queda no percentual de entrevistados a favor do impeachment da presidenta Dilma, que passou para 55,6%. Na edição anterior da pesquisa, divulgada em outubro de 2015, eram 62,8%. Os pesquisados que se declararam contra o impeachment também cresceram: são 40,3% frente a 32% da pesquisa anterior.
A pesquisa também ouviu os entrevistados sobre a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga irregularidades e fraudes em contratos da Petrobras. Conforme o levantamento, 80% disseram que têm acompanhado ou ouviram falar das investigações. Para 59,5% dos entrevistados, os envolvidos em corrupção no país não serão punidos.
A pesquisa da CNT, encomendada ao Instituto MDA, entrevistou 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 unidades da Federação entre 18 e 21 de fevereiro. (Agência Brasil)
FOTO: ABr_Valter Campanato
O desempenho pessoal da presidenta subiu de 15,9% para 21,8% dos entrevistados, enquanto o número de pessoas favoráveis ao seu impeachment caiu de 40,3% para 32%
“Meu maior desafio é retomar o crescimento
para a geração de empregos"
A presidenta disse, em entrevista publicada sexta-feira (26) no jornal chileno El Mercurio, que o maior desafio que enfrenta atualmente é a retomada do crescimento, para que o país volte a criar empregos e oportunidades para os brasileiros. Dilma desembarca no início da tarde em Santiago para uma visita de dois dias ao país. Sobre a crise política no Brasil e o pedido de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados, a presidenta reiterou que não há qualquer denúncia de corrupção contra ela. “Independentemente das tentativas de setores da oposição de afastar-me da presidência por meios ilegítimos e ilegais, seguirei cumprindo o que me ordena a Constituição. Temos grandes temas que merecem a nossa atenção, como a reforma da Previdência. O Brasil não pode e não vai parar".
Segundo a presidenta, a economia brasileira está passando por um momento de transição adaptando-se à nova realidade internacional com o fim do superciclo das commodities. Dilma destacou que a implementação de um conjunto de medidas para garantir a solvência fiscal é parte do compromisso do governo para a retomada do crescimento.
Questionada sobre como espera terminar seu mandato, Dilma afirmou que gostaria de entregar a seu sucessor, daqui a três anos, um país em plena recuperação econômica com melhora das condições de vida da população. (ABr)


