O presidente do Siticommm-Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Magé e Guapimirim, Josimar Campos de Souza, o Mazinho, foi convidado pelo presidente do Sinticom-Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário de São Gonçalo e Região, Manoel Vaz, e pelos trabalhadores do Comperj-Complexo Petroquímico do Estado, para ajudar nas negociações coletivas da categoria.
Os 15.000 trabalhadores do Comperj entraram em greve no último dia 9, reivindicando melhores condições de trabalho e aumentos salariais retroativos a 1º de fevereiro, que é a data base das categorias que atuam em Itaboraí. “Tenho participado das assembléias juntamente com as outras entidades que estão apoiando e participado no movimento", disse Mazinho ao Capital. A greve esbarrou em mais um impasse entre empresas e trabalhadores, na sexta-feira (20), quando completou 12 dias, em reunião realizada à tarde na sede do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon).
As empresas - são 24 consórcios que constroem o complexo - oferecem 9% de aumento, além de reajustes maiores para algumas funções. O Sinicon e o Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do RJ (Sindemon) informaram que ainda não há estimativa para o prejuízo com a greve nem para possíveis atrasos na entrega das obras. Inicialmente, a conclusão do Comperj estava prevista para março, mas a meta atual é outubro de 2014.
Segundo a Petrobras, o movimento grevista é realizado por empregados terceirizados de quatro consórcios e, em nota, informou que atrasos na obra por causa da greve ainda não podem ser avaliados.


