O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informou que a demolição de parte do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) pode começar imediatamente. O hospital, que atendia a servidores fluminenses no centro da cidade, foi cedido ao vizinho Inca para que o instituto seja ampliado. Na madrugada de sábado, 11 pacientes que estavam na unidade de terapia intensiva (UTI) e 31 doentes que estavam internados na enfermaria do hospital foram transferidos. A remoção gerou protestos de funcionários do Iaserj, que são contrários à demolição do hospital. No hospital, permanecem apenas oito pacientes com doenças infecciosas, que serão transferidos em breve para o Hospital dos Servidores do Estado, e um paciente da UTI que não pôde ser removido diante da gravidade de seu estado de saúde.
Em coletiva à imprensa hoje, o secretário estadual de Saúde do Rio, Sergio Cortes, defendeu a forma como foi realizada a transferência dos pacientes. Segundo ele, os pacientes foram levados de madrugada porque a Secretaria sabia que protestos estavam marcados para a manhã de domingo, horário inicialmente previsto. “Identificamos trocas de e-mails e mensagens nas redes sociais que incitavam a manifestação [durante a transferência]. Quisemos preservar a saúde dos funcionários e dos pacientes. A presença da polícia foi apenas para dar segurança", disse Cortes.


