Após reunião com a presidenta da República, Dilma Rousseff, o presidente mundial do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, confirmou dia 1º, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, investimentos na ampliação da fábrica da Renaut em São José dos Pinhais, no Paraná, e construção de uma fábrica da Nissan em Resende, no estado do Rio de Janeiro. Ghosn disse que a reunião com a presidenta Dilma foi para informá-la dos novos investimentos do grupo no Brasil e da atuação da Renaut-Nissan no mundo. "Explicamos o que estamos fazendo em muitos países em termos de tecnologias novas e sobre nossa liderança no desenvolvimento de carros elétricos", disse. Segundo ele, a meta da aliança Renault-Nissan é dobrar a participação atual no mercado brasileiro, de 6,5% (5,5% da Renault e 1% da Nissan). Essa fatia de mercado está, inclusive, abaixo dos 10% de participação da companhia nas vendas em nível mundial.
Com a ampliação da fábrica da Renault no Paraná e a construção de uma planta da Nissan no sul do estado do Rio, o grupo franco-japonês deve reduzir as importações de carros para o Brasil. Segundo o presidente mundial da empresa, o brasileiro Carlos Ghosn, as duas marcas pretendem aumentar o índice de nacionalização dos veículos vendidos no país. O executivo disse que, atualmente, a maioria dos carros da Nissan vendidos no país são importados, principalmente do México. Enquanto o Brasil deve se tornar, até o final do ano, o segundo maior mercado da Renault, perdendo apenas para a França, para a Nissan ainda figura como um mercado potencial. “O que queremos fazer é manter um mercado estratégico para a Renault, mas também permitir à Nissan contribuir mais com o desenvolvimento do mercado brasileiro". disse o Ghosn.
Com relação ao aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados, Ghosn disse que a decisão incentiva as montadoras a produzir localmente. Segundo ele, o índice de 65% de nacionalização para que o veículo não pague a alíquota é baixo se comparado ao de outros países que recebem investimentos das montadoras globais. A China, por exemplo, exige uma taxa de nacionalização de peças e partes de 90% e a Índia, de 95%.


