O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou os diplomas do prefeito de Belford Roxo, Waguinho (MDB), e Márcio Canella (PSL). Este último foi seu vice, porém retornou ao cargo de deputado estadual. A cassação, segundo o órgão, aconteceu por irregularidades na arrecadação e gastos de recursos na campanha eleitoral para prefeito e vice-prefeito de Belford Roxo. A ação foi movida pelo Ministério Público. O prefeito permanece no cargo e tem direito de recurso da decisão. Ele só será afastado definitivamente do cargo se for condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Através de nota, a Prefeitura de Belford Roxo manifestou-se: "O prefeito Wagner Carneiro, o Waguinho e o deputado estadual, Márcio Canella, que na ocasião compôs a chapa eleitoral como vice de Waguinho, já estão recorrendo judicialmente através de seus advogados, acreditando sempre na justiça e com a certeza de que tudo será esclarecido. Vale a pena ressaltar que a Justiça Eleitoral aprovou, sem restrições, as contas de campanha de ambos. O prefeito Waguinho continua trabalhando normalmente e investindo na realização de obras por toda a cidade que já começaram a melhorar a qualidade de vida da população. O deputado Márcio Canella também continua desempenhando seu mandato na Alerj normalmente".
Washington Reis perdeu o recurso no TRE e processo agora está no TSE
O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, também do MDB, foi cassado em junho do ano passado pelo mesmo TRE-RJ. Na decisão, seu vice Marcos Moreira (PRP) também teve o diploma casado. Reis e o seu vice recorreram ao TER e perderam. Agora, o processo está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que dará a palavra final sobre a cassação.
Na decisão, o TRE entendeu que, pelo prefeito ter sido condenado por crime ambiental pelo STF em 2016, sua candidatura não se enquadrava nas exigências da Lei da Ficha Limpa. Washington Reis, então deputado federal, foi condenado pelo STF a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de pagamento de multa de 67 salários mínimos. Por unanimidade, os cinco ministros do colegiado consideraram irregular a divisão de terrenos vendidos ao deputado para a construção de um loteamento em Xerém, na Baixada Fluminense, no entorno da Reserva do Tinguá. As obras foram iniciadas em 2003 e incluíram corte de vegetação em encostas e área de preservação permanente e a terraplanagem em beira de rio, desviando o curso da água, de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Sobre essa condenação, que não cabe recurso, a prisão de Reis ainda não foi executada, uma vez que o processo está com pedido de vista pelo ministro Gilmar Mendes.


