Impossibilitada pelas famosas forças ocultas, que se escondem na base governista, de prosseguir na faxina geral e irrestrita da estrutura do Governo, medida profilática que iría descobrir os ralos ponde onde desaparecem os bilionários recursos destinados á Saúde, a presidente Dilma clama pela volta da CPMF, desta vez carimbada como “Exclusiva para o SUS", muito embora disponha de uma fórmula caseira, que dispensaria a criação de novos tributos, quer como Imposto, quer como contribuição compulsória. E essa fórmula verdadeiramente milagrosa saiu do próprio Ministério da Saúde.
Ao participar de um debate em torno das fontes de financiamentos da Saúde, que, segundo Dilma Rousseff, deve ser universal, gratuita e de qualidade, o deputado e médico Alexandre Padilha, do PMDB, indicou as tres fontes a serem literalmente exploradas para garantir os recursos reclamados por sindicatos, prefeitos e governadores para o financiamento da Saúde em todo o País: os tributos cobrados pelos consumidores de fumo, bebida alcoólica e donos de veículos automotores, o atualmente mal aplicado IPVA. E a escolha dessas tres fontes não foi aleatória ou mero capricho de um médico. As estatísticas demonstram que a maior parte dos casos que acabam na rede de Saúde derivam do uso do álcool {porta de entrada para o uso de outras drogas mais agressivas}, do fumo [principalmente na área da oncologia} e acidentes de trânsito. Não se pode esquecer que muitos atropelamentos ou batidas de automóveis e caminhões resultam do consumo de álcool e/ou drogas.
Assim, com a receita dos impostos cobrados sobre o consumo de álcool, fumo e uso dos automóveis, seria possível melhorar e ampliar o Sistema Único de Saúde. Com exceção da parcela da população com maior renda e que tem carro próprio, os demais contribuintes compulsórios desses tributos seriam, lá na frente, os beneficiários de um moderno e eficiente sistema de saúde, onde os pacientes sejam tratados com dignidade, não como ocorre hoje na maioria absoluta da rede pública, como escória da sociedade. Não é possível que um País que dispõe dos equipamentos e procedimentos mais modernos na salvação de vidas – principalmente na área de transplante de órgãos – não tenha leitos suficientes na rede hospitalar, no momento em que as pesquisas feitas pelo próprio governo revelam o fechamento de hospitais e extinção de leitos em todo o País. Um governo que usa os Direitos Humanos como senha para o reconhecimento de outro País soberano, como é o presente caso da Líbia, não pode tratar os pacientes como se fossem parias!
Uma vantagem adicional da transferência para a Saúde dos impostos gerados pela venda de bebidas alcoólicas, de fumo e de veículos é que vem num crescendo o consumo desses produtos, isto é, a base de contribuição está em constante crescimento, o que evitaria a criação de novas alíquotas dos tributos que hoje são cobrados dos consumidores dessas tres áreas.
Já que as Centrais Sindicais, que se beneficiam do Imposto Sindical, deveriam, em tese, defender os interesses dos trabalhadores, as maiores vítimas do atual sistema de Saúde, elas poderiam dar a sua contribuição, pressionando os parlamentares para que incluam na Emenda Nº 29, que Dilma Rousseff já apelidou de “presente de grego", os tributos gerados pelo consumo de fumo, bebida e uso de veículos automotivos como fonte de financiamento da Saúde. Para evitar que os lobbies das grandes empresas do ramo justifiquem a manutenção do “status quo", os parlamentares poderiam/deveriam excluir apenas os veículos de transporte de carga ou passageiros, como ônibus e caminhão.
Como dizia o comercial de conhecida operadora de telefonia: simples assim!


