A funerária carioca Rio Pax reaparece no noticiário em mais um escândalo. Desta vez as vítimas foram os familiares da idosa Alcideia Maria Castrioto, de 78 anos, que morreu de hepatite C no Hospital Geral de Bonsucesso. Eles velaram por mais de uma hora o corpo de uma outra senhora, em uma Capela do Cemitério de Inhaúma, na semana passada. A funerária, responsável pela troca dos corpos causou, assim, constrangimentos a duas famílias simultâneamente. A empresa levou todo esse tempo para acertar a situação e acabou causando um outro grande erro: deixou, abandonado em outra capela, o corpo que estava sendo velado pela família errada. A matéria teve grande repercussão ao ser divulgada no programa “RJ no Ar", da Rede Recorde, na manhã do último dia 21.
CASOS DE POLÍCIA - A Funerária Rio Pax já é bem conhecida da polícia. Empresa que absorveu o plano funerário Afeto - explorado pela antiga Funerária Duque de Caxias, fechada pela justiça por exercício de monopólio, além de inúmeras irregularidades -, tentou entrar em Duque de Caxias ilegalmente, chegando a operar na clandestinidade por alguns dias, mas foi afastada depois que o caso foi denunciado por jornais da cidade e blogs. Seu histórico policial não é pequeno. Recentemente, se envolveu em um falso sepultamento, do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem", que se preparava para continuar agindo com nova identidade. O falso enterro seria realizado por ela no Cemitério do Catumbi, mas o plano foi frustrado pela ação da Polícia Civil. Nem continua sendo procurado pela Polícia.
Além do caso acima, se destaca ainda o caso do “anjo da morte", o enfermeiro Edson Izidoro Guimarães, funcionário do Hospital Salgado Filho, preso em 1999 por ter desligado os aparelhos respiratórios de três pacientes terminais. Condenado por ter injetado cloreto de potássio em uma outra paciente, ele confessou que os matava para receber comissão de funerárias, entre elas a própria Rio Pax. Edson Izidoro foi acusado de outras 126 mortes ocorridas durante seus plantões. Segundo o delegado da Defraudações, Robson da Costa Ferreira da Silva, a Rio Pax está envolvida em diversos outros crimes. Uma operação da Delegacia Fazendária apreendeu provas de sonegação de imposto na empresa.
Outro grande escândalo envolvendo a Rio Pax foi a investigação sobre a fraude na morte do falsário Osama Mohammed El-Atari, cidadão americano filho de jordanianos. A pedido do FBI, a Polícia Civil do Rio prendeu o médico Paulo Alves Viana, que fornecera um atestado de óbito falso, com a ajuda dois agentes funerários da Rio Pax (Cláudio Antônio Sobral de Abreu e Liesse Gonçalves Chaves),que falsificaram documentos para “oficializar’ o sepultamento do falsário.


