Promover o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. Esse conceito tão importante para a economia mundial está cada vez mais presente no Rio de Janeiro através de iniciativas inéditas do Governo do Estado, que serão apresentadas no Parque dos Atletas durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Uma das novidades que serão lançadas é a Bolsa Verde, espaço dedicado à compra e venda de ativos ambientais com o objetivo de fomentar a economia verde. A BVRio vai atuar em duas frentes: criação e operação da plataforma eletrônica; e criação dos ativos ambientais que serão negociados.
A Bolsa já está operando com créditos florestais, referentes a áreas com proteção ambiental e, a partir de 2013, será aberta para o mercado de carbono. Desta forma, empresas que não atingirem as metas de redução na emissão de gases de efeito estufa poderão comprar créditos de carbono, enquanto as que registrarem queda poderão colocar seus créditos à venda. Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono.
- A Bolsa Verde é uma iniciativa pioneira do Rio de Janeiro para aumentar a proteção ambiental utilizando ferramentas de mercado. É uma forma de aproximar esse setor poderoso da economia, que é o mercado financeiro, do conceito de sustentabilidade. Assim, as empresas privadas vão utilizar a BVRio para cumprir suas metas - afirmou o superintendente de Economia Verde da Secretaria de Ambiente, Walter de Simoni.
Durante a Rio+20, o Governo do Estado vai lançar também o primeiro parque tecnológico que visa integrar inovação e sustentabilidade: o Pólo Verde na Ilha de Bom Jesus, na Baía de Guanabara. O Pólo deverá ser a primeira região da América Latina a obter a certificação internacional LEED ND (Leadershipin Energy and Environmental Design - Neighborhood Development), específica para bairros construídos que visem à eficiência energética, minimizando os impactos ambientais. Um dos destaques será a instalação de uma central de utilidades para distribuir energia elétrica e vapor de forma centralizada e otimizada.
Haverá ainda um sistema de reciclagem de lixo, iluminação com lâmpadas LED (que consomem menos energia), pavimentação de ruas com asfalto borracha (que aproveita pneus usados reciclados), mobilidade através de ciclovias e vastas áreas verdes. Os prédios terão também sistema para utilizar energia solar e reaproveitara água da chuva.


