- A Baixada Fluminense é bem representativa e tem papel destacado nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil - disse a advogada Carmen Fontenelle, candidata de oposição à presidência da OAB-RJ, pela Chapa Azul - É você na OAB, entrevista exclusiva ao Capital. As eleições acontecerão no próximo dia 26. Segundo Carmen, a região conta com aproximadamente dez mil advogados, através de subseções nos seguintes municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Magé. Nilópolis, Nova Iguaçú, Queimados, São João de Meriti e Seropédica.
A advogada assinalou que a Baixada é uma “região de conflitos sociais, questões de trabalho importantes, questões pontuais de situações de comércio, de contratos muito grandes, pois abriga muitas empresas". Ela acrescenta que existe “um grande volume de pessoas e com uma dinâmica social muito rica, ao mesmo tempo que tem pessoas em estado de pobreza".
- Diante desse quadro, o advogado tem uma importância muito grande nessa questão sócio jurídica da região. Em Niterói, são dez mil profissionais mas lá o desequilíbrio é menor. Na Baixada, você tem Belford Roxo e Queimados, e tem Duque de Caxias e Nova Iguaçú. Então, ela precisa de uma diversidade de advocacia muito grande. A questão do mercado de trabalho está largada, a procura por mão de obra e a mão de obra são latentes e a Ordem precisa administrar isso. Ela tem a credibilidade para gerenciar isso. Não é difícil, mas tem que querer, ter vontade política - explica.
Carmen Fontenelle destacou a importância da capacitação dos profissionais da advocacia. “O advogado sai de uma universidade e vai encarar o exame da Ordem. Eu acho que a OAB tem que entrar no ensino, cobrar e fazer parcerias, como fiz na minha época. Eu dava palpites nas grades, nas matérias, fazia mutirão e palestras nas faculdades. Fazia, ao mesmo tempo, um exame de ordem avaliatório e não terrorismo. A Escola Superior de Advocacia [ESA] existe na capital para preparar para o exame da Ordem, ela tem que atuar como eu fazia, realizando maratona jurídica, por exemplo na Baixada Fluminense. Eu escolhia determinada região e durante uma semana, fazia palestras para advogados que ali atuavam. Então, a ESA tem que abrir seu leque para capacitar também o advogado que está fora da capital, é a capacitação cultural também, de ética e comportamento. Tem que chamar o juiz para discutir junto as novidades virtuais, a modernidade. O jovem advogado, que ainda está meio frágil, a advogada que é mãe e ficou cinco anos afastada e quer se reciclar, o advogado que está querendo estudar uma especialidade. O seu papel passa por aí", concluiu.


