O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai construir um prédio anexo à sua sede na Avenida Chile, no centro do Rio. De acordo com o superintendente da Área de Administração do banco, Carlos Roberto Haude, a construção do anexo é resultado do aumento das atividades do banco e da ampliação de suas áreas de atuação. Segundo ele, há cerca de quatro anos, a equipe técnica da instituição vem trabalhando no projeto. Em 2002, o banco tinha 1,8 mil empregados e desembolsos de R$ 45 bilhões. No ano passado, os funcionários somavam 2,8 mil, entre próprios e terceirizados, do total de 2,814 mil autorizados pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), e os desembolsos atingiram R$ 190 bilhões. “Aumentamos quantitativamente o pessoal em 60% e os desembolsos do banco em 400%", disse Haude.
O superintendente assegurou que a construção do prédio significará vantagens econômico-financeiras para o BNDES que, atualmente, gasta R$ 6 milhões mensais com o aluguel de salas em 18 andares do Edifício Ventura, situado na Avenida Chile, próximo à sede. Haude destacou que foi considerado também no projeto o valor de mercado do anexo, que seria incorporado ao patrimônio da instituição. Cálculos preliminares indicam que esse valor poderia alcançar hoje R$ 544 milhões. “Não haverá interferência do novo prédio com o complexo do Morro de Santo Antonio", disse. Estudos geotécnicos confirmaram que a construção não oferecerá riscos para o Convento de Santo Antonio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938.
No próximo dia 27, o BNDES promoverá audiência pública sobre a construção do anexo, que ficará localizado em área próxima ao complexo do Morro Santo Antonio, no centro do Rio de Janeiro, entre a Avenida Paraguai e o Largo da Carioca, e contígua à sede do banco, na cidade. Com total de 3.866,62 metros quadrados, o terreno pertence 38% à Fraternidade Franciscana, formada por leigos católicos privados, e 62% ao banco. (Agência Brasil)


