A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Sergio Aragão Filho, de 47 anos, suspeito de oferecer cursos e diplomas falsos de mestrado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A prisão ocorreu sábado (16), último dia de aula de uma turma de Ciência da Educação, mestrado profissional que tinha mensalidades entre R$ 300 e R$ 500. Aragão será indiciado por estelionato e falsificação de documentos. A prefeitura de Duque de Caxias anunciou nesta segunda-feira (18) que todos os professores da rede municipal que apresentaram diplomas do Instituto Ômega terão as gratificações suspensas.
No momento da prisão, cerca de 30 estudantes participavam das aulas. De acordo com as investigações da Decon (Delegacia Especial de Crimes Contra o Consumidor), o suspeito fundou o Instituto Ômega, onde eram oferecidos os cursos de mestrado e doutorado, clandestinamente, sem autorização alguma do Ministério da Educação (MEC), e falsificava os diplomas concedidos aos alunos. As aulas integrariam um programa federal de ensino à distância da UAB (Universidade Aberta do Brasil).
Os estudantes só descobriam a fraude quando tentavam validar os diplomas, que recebiam chancelas falsas de universidades públicas. Sérgio Aragão Filho alugava salas e contratava professores para as disciplinas. Ele cobrava mensalidades entre R$ 300 e R$ 500 dos estudantes. O curso tinha duração de dois anos e custava, no total, cerca de R$ 9.000. A fraude foi descoberta após mais de 200 alunos terem passado pelo curso, segundo a Polícia Civil.
Segundo o delegado titular da Delegacia do Consumidor (Decon) do Rio, Ricardo Barbosa, Sérgio lesou mais de 200 pessoas que frequentavam aulas uma vez por mês, por cerca de dois anos, correspondentes ao curso contratado, ministrado ilegalmente. Barbosa conta que a investigação foi motivada pela denúncia de professores que, ao apresentarem o diploma à Secretaria Estadual de Educação para receber gratificação salarial pela capacitação, não tiveram o documento reconhecido. A prisão do fundador do instituto ocorreu na própria sede, no Centro de Duque de Caxias, sábado. Na ocasião haviam alunos em sala de aula. Aragão encontra-se detido na delegacia especial e, segundo o delegado, pode responder a até 20 anos de prisão. As investigações continuam para identificar outras pessoas que tenham participado do crime.
Nesta segunda-feira (18), a prefeitura de Duque de Caxias anunciou que todos os professores da rede municipal que apresentaram diplomas do Instituto Ômega terão as gratificações suspensas.


