Os dados das duas caixas-pretas do Airbus Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 2009, foram preservados e puderam ser recuperados pelos investigadores franceses neste fim de semana, anunciou nesta segunda-feira (16) o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês). As leituras permitiram recolher a integralidade dos dados contidos no gravador de parâmetros técnicos do voo 447, como também a integralidade das gravações sonoras das duas últimas horas do voo.
A expectativa é que a análise das informações explique as circunstâncias exatas do acidente com o avião que fazia a rota Rio-Paris quando caiu, em 31 de maio de 2009, matando as 228 pessoas a bordo. Segundo um comunicado do BEA, a análise do material deve durar várias semanas. Um relatório será redigido e divulgado nos próximos meses.
As operações foram feitas na presença de uma equipe internacional de investigadores de acidentes aéreos, entre os quais dois brasileiros do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa). No fim de semana, os investigadores limparam (retirando vestígios de sal) e secaram os cartões de memória internos das caixas-pretas. Por se tratar de provas em uma investigação judicial, a operação foi também acompanhada por um oficial da Polícia Judiciária francesa. As duas caixas-pretas permaneceram durante quase dois anos submersas no Atlântico a 3,9 mil metros de profundidade.


