As obras do artista plástico brasileiro Vik Muniz, reconhecido por suas experimentações com novas mídias e materiais inusitados, estão expostas em Brasília. Promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, a exposição fica ao ar livre ao lado do Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, até o dia 30 de junho. Quem passar pelo local vai poder conferir painéis com sete cenas do filme “Lixo Extraordinário", indicado na categoria de melhor documentário ao Oscar de 2011. O documentário retrata o trabalho de Muniz, o processo de fotografias das formas construídas e a relação do artista com os catadores do lixão do Jardim Gramacho, de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O trabalho do artista viajou o mundo por meio do filme.
As figuras gigantes retratadas por Vik são montadas com peças recolhidas do lixo e formam um grande quebra-cabeça que desperta a imaginação. É uma arte contemporânea, que faz refletir sobre o consumo desregrado, em um país onde apenas 8% dos municípios, dos mais de 5 mil do país, têm coleta seletiva. “As pessoas jogam um papel no lixo e pensam que isso não tem valor, vai desaparecer. Na verdade, são bilhões e bilhões de reais jogado na lata de lixo todos os dias", diz Vik. "O filme trouxe ao imaginário popular uma imagem diferente do catador, é uma classe profissional. A função dele é justamente fazer o que não fazemos em casa, separar o lixo", afirma o artista.


