O corpo do ex-presidente Itamar Franco (1992-1994), de 81 anos, foi cremado segunda-feira (4) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Antes, foi realizada uma cerimônia para velar o corpo do político e prestar as últimas homenagens. A cerimônia de cremação atende a um pedido do ex-presidente, e as cinzas serão depositadas no jazigo da família, no Cemitério Municipal de Juiz de Fora (MG). No fim da tarde de domingo (3), foi celebrado um culto ecumênico, com a presença das duas filhas de Itamar, Georgiana e Fabiana, parentes e amigos. O velório se estendeu pela noite e a madrugada. As portas da Câmara de Vereadores ficaram abertas.
Ainda no domingo, aproximadamente 30 mil pessoas passaram pelo velório em Juiz de Fora. Uma longa fila se formou em frente à Câmara de Vereadores da cidade. A maioria das pessoas que esteve no velório mora em Juiz de Fora, onde Itamar começou sua carreira política como prefeito. “Eu conhecia ele há muitos anos. A cidade perdeu um político excepcional, honesto", disse a aposentada Maria de Lourdes Almeida. “Perdemos uma grande pessoa, que trabalhou muito pela cidade e por todo o país. Era uma pessoa humilde, que parava na rua para conversar com a gente", destacou Francisco de Assis.
Dezenas de autoridades estiveram no velório em Juiz de Fora, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso; o vice-presidente Michel Temer e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Uma comitiva de senadores e deputados federais também compareceu velório. A presidente Dilma Rousseff e vários ministros acompanharam o velório de Itamar em Belo Horizonte.
Itamar Franco morreu sexta-feira (2), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio. O ex-presidente teve um acidente vascular cerebral (AVC), entrou em coma e não resistiu. Ele havia sido internado por causa de uma pneumonia adquirida durante o tratamento para a cura de leucemina.


