O Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro começou nesta quarta-feira (14) o trabalho de inspeção em unidades da Polícia Militar e Civil do estado. Pela manhã, a comitiva liderada pelo chefe do gabinete, general Mauro Sinott, vistoriou o Batalhão de Bangu (14º BPM), em Gericinó, na zona oeste da cidade. Em declaração à tropa, Sinott explicou que o objetivo é fazer um diagnóstico das áreas funcionais, para identificar as dificuldades e resgatar a capacidade operacional da unidade.
- Viemos na ponta da linha do batalhão para identificar gargalos que possam interferir na operacionalidade. Vamos passar o dia inteiro conversando e confrontando as informações que recebermos e, de posse dessas informações, vamos verificar in loco nesse batalhão como essas dificuldades estão refletidas na ponta da linha – disse o militar. Ele detalhou que a intervenção vai trabalhar dois grandes eixos, sendo um as ações estruturantes, para resolver gargalos da Polícia Militar, e o outro em ações emergenciais, com as operações para buscar no curto prazo a sensação de segurança para a população.
- O responsável por essa sensação de segurança é a Polícia Militar. Durante um tempo vamos trabalhar juntos para, depois, a PM retomar sua capacidade e trabalhar sozinha. Hoje é um dia marcante, porque é o primeiro batalhão que acompanhamos de perto. Vamos visitar outros e contamos com a compreensão dos senhores para clarear e aproveitar nosso trabalho – observou.
O general não falou com a imprensa. O porta-voz do gabinete, coronel Roberto Itamar, explicou que será feita uma inspeção por semana a unidades das polícias Militar e Civil. Segundo ele, a inspeção começou pelo 14º Batalhão por causa da proximidade com a Vila Kennedy, onde as Forças Armadas têm feitos diversas operações desde a semana passada. Roberto Itamar adiantou que o modelo usado no local servirá como piloto para outras ações da intervenção. (Agência Brasil)


