Braskem reverte prejuízo e registra lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 1,4 bilhão
- mai 18, 2026
Desempenho no primeiro trimestre de 2026 (1T26) foi impulsionado pela melhora nas margens petroquímicas, avanço nas vendas e impacto positivo do REIQ
A Braskem, petroquímica global que atua no desenvolvimento de soluções sustentáveis da química e do plástico, apresentou uma forte recuperação financeira no primeiro trimestre de 2026 (1T26). A companhia registrou um EBITDA recorrente de R$ 1 bilhão no período, montante 76% superior ao reportado no quarto trimestre de 2025 (4T25).
O avanço foi puxado principalmente pelo aumento dos spreads petroquímicos em todas as regiões de atuação e pelo impacto positivo do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) na aquisição de matérias-primas. Com a melhora operacional, a Braskem reverteu o prejuízo do trimestre anterior e fechou o período com lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 1,4 bilhão.
De acordo com o CEO da companhia, Roberto Ramos, o cenário geopolítico global trouxe novos componentes para o mercado petroquímico a partir de fevereiro.
“Importante ressaltar que, durante o primeiro trimestre do ano, observamos um crescimento global moderado, porém, com o início do conflito no Oriente Médio ao final de fevereiro, a volatilidade nos mercados internacionais aumentou significativamente, principalmente em relação os preços de energia, aumentando os preços das matérias-primas e impactando positivamente os spreads petroquímicos internacionais, ainda não refletidos nos resultados da companhia no primeiro trimestre,” afirma o executivo.
Utilização das centrais petroquímicas em alta
No mercado brasileiro, a taxa média de utilização de eteno das centrais petroquímicas da companhia avançou para 69% no 1T26, o que representa um incremento de 10 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Acompanhando o maior ritmo de produção, as vendas de resinas no Brasil totalizaram 782 mil toneladas, uma alta de 5% na comparação trimestral com o 4T25.
O ritmo operacional também acelerou nas unidades dos Estados Unidos e da Europa, onde a taxa de utilização cresceu 8 pontos percentuais, atingindo a marca de 79% no trimestre. Por outro lado, a operação no México enfrentou recuo, encerrando o 1T26 em 55% — uma redução de 30 pontos percentuais ante o quarto trimestre do ano passado.
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Análise de desempenho por segmento
O comportamento dos resultados variou conforme as regiões geográficas de atuação da Braskem:
- Brasil e América do Sul: O spread médio de resinas no mercado internacional subiu 16% em relação ao trimestre anterior. O EBITDA recorrente do segmento alcançou US$ 241 milhões (alta de 69% ante o 4T25), impulsionado pelos créditos de PIS/COFINS na compra de matérias-primas via REIQ, que reduziram o custo de produção.
- Estados Unidos e Europa: O spread médio do polipropileno (PP) avançou 6% na comparação trimestral. O volume de vendas de PP na região cresceu 3%, somando 496 mil toneladas, reflexo da antecipação de compras e formação de estoques na cadeia de transformação diante das incertezas geopolíticas. O segmento reverteu o resultado negativo do trimestre anterior e registrou EBITDA recorrente positivo de US$ 21 milhões.
- México: Apesar do avanço de 32% no spread do polietileno (PE) em relação ao 4T25, o volume de vendas caiu 37%, totalizando 140 mil toneladas. A queda foi motivada pela redução no fornecimento de etano pela PEMEX e pelo menor volume importado do insumo, alinhado à necessidade de liquidez da Braskem Idesa. O segmento encerrou o trimestre com EBITDA recorrente negativo de US$ 15 milhões.
Atualizações das ações socioambientais em Alagoas
Durante o primeiro trimestre de 2026, a Braskem deu continuidade às frentes de atuação em Maceió (AL). Até o fim de março, o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) atingiu a marca de 19.204 propostas apresentadas, o equivalente a 99,9% do total previsto. Desse montante, 99,6% já foram aceitas e pagas, somando mais de R$ 4,2 bilhões desembolsados desde o início do programa.
No âmbito das iniciativas sociourbanísticas, a empresa concluiu seis dos 11 projetos de mobilidade urbana planejados para a região, enquanto os demais seguem em fase de execução ou planejamento. As ações englobam os desembolsos regulares previstos no acordo firmado com o estado de Alagoas no final de 2025 para a reparação integral da área atingida.



